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terça-feira, 18 de março de 2008

SANTA MARIA A EGIPCIA

EGIPTO

Século VI

Este Milagre Eucarístico é ligado à figura de Santa Maria, a Egípcia, quem viveu no deserto durante 47 anos.
Foi através de Sofrônio, Bispo de Jerusalém (sec. VI d. C.), que temos informações sobre a sua vida.
Santa Maria, a Egípcia atravessou caminhando sobre o rio Jordão para receber a Eucaristia que o monge Zózimo lhe havia levado.

Sabemos que aos 12 anos, Santa Maria, a Egípcia abandonou os seus pais e se dirigiu à Alexandria. Lá, durante 17 anos, conduziu uma vida muito devassa. Um dia viu um navio que se aproximava e levava a bordo um insólito grupo. Perguntou quem eram aquelas pessoas e onde andavam, responderam-lhe que eram peregrinos que se dirigiam a Jerusalém para a festa da Exaltação da Santa Cruz. Decidiu então subir a bordo e unir-se ao grupo. Chegaram ao seu destino no dia da celebração da festa, estando para entrar no templo, Maria sentiu que uma força misteriosa impedia os seus passos. Amedrontada, levantou os olhos, viu uma imagem da Virgem Maria e se arrependeu amargamente da vida pecaminosa que havia levado até aquele dia. Depois disso conseguiu entrar na igreja e adorar o Sagrado Madeiro da Cruz, mas nao ficou lá muito tempo, porque Nossa Senhora lhe disse: “se cruzas o Jordão encontrarás paz.” No dia seguinte depois de confessar-se e comungar, Maria, a Egípcia cruzou o rio que se estendeva além do deserto de Arábia.
Desde enão, a santa viveu no deserto durante 47 anos, sempre solitária, sem encontrar nem homem, nem animais.
Ela emagreceu muito, os cabelos cresceram e ficaram totalmente brancos, mas conforme a promessa de Nossa Senhora, Maria, a Egípcia encontrou naquele deserto hostil a paz para a sua alma.
Um dia, Maria encontrou o monge Zózimo e lhe pediu que voltasse no ano seguinte para dar-lhe os Sacramentos. Um ano depois, Zózimo chegou às margens do Jordão com a Eucaristia como havia prometido. Mas como Maria demorava a chegar, dolorido, Zózimo levantou os olhos aos céus e rezou: “Senhor meu Deus, rei e criador de todas as coisas, nao frustres o meu desejo, mas concede que eu veja a tua santíssima serva.” Depois falou consigo mesmo: “Mas o que farei se ela vem, visto que não tem nenhuma embarcação para atravessar o rio? Pobre de mim, o meu desejo se verá frustrado.” Enquanto estava pensando, Maria apareceu do outro lado do rio, Zózimo ao vê-la se alegrou muito e louvou a Deus, mas eis que a mulher fez o sinal da cruz na água e comecou a caminhar sobre o rio como se estivesse em terra firme. No ano seguinte Zózimo foi outra vez ao deserto, mas a santa penitente já tinha morrido. Com a ajuda de um leão, o monge cavou a sepultura da santa.

Obs:
As descrições dos Milagres Eucaristicos aqui apresentados foram retirados do site: http://www.therealpresence.org/index.html

MILAGRE EUCARISTICO DE SCETE

SCETE

EGIPTO

Séculos III - IV

A narracão desse milagre Eucaristico vem dos primeiros séculos do cristianismo e faz parte da coletânea de apotegmas dos Padres do Deserto que viviam no Egipto como eremitas para seguir o exemplo de Santo Antonio Abade. Um monge duvidou da presenca real de Jesus no pão e vinho consagrados e durante a missa, depois da consagração, no lugar do pão estava o Menino Jesus. Outros três monges que assistiam á Missa tiveram a mesma visão.

Nos apotegmas dos Padres do Deserto, encontramos a descrição de um antigo Milagre Eucarístico. O Padre Daniel, o Faranita conta: “O nosso Padre Arsênio nos dizia que um monge de Scetis era muito trabalhador, mas rude em matéria de fé. Por ignorância, se equivocava quando dizia: “o pão que comemos não é realmente o Corpo de Cristo, mas um símbolo.” Dois padres mais velhos que o ouviram falar, sabendo que ele era um homem piedoso e de bom coração, pensaram que dizia isso sem malícia e por ignorância, assim que foram falar com ele: “Pai, ouvimos dizer que uma pessoa diz coisas contrárias à fé, diz que o pão que recebemos não é realmente o Corpo de Cristo, mas é um símbolo.” O monge lhes disse: “Sou eu que o diz!” Entao os anciãos começaram a exortá-lo: “Tu nao deves crer nisto, mas naquilo que a Igreja Católica transmite. Nós acreditamos que este pão é o Corpo de Cristo e que este Cálice é o Sangue de Cristo e não um símbolo.” (…), Mas o monge respondeu: “se não acontece nada que me convença do contrário, não mudo de ideia.” Os dois padres anciãos lhe disseram: “Durante toda a semana rezaremos a Deus sobre este Mistério e acreditamos que Ele o desvelará. (…)
No Domingo seguinte, os três foram à igreja e se puseram num lugar à parte, o monge incrédulo estava sentado no meio dos outros dois. Os olhos deles se abriram quando o pão para o Santo Sacrifício da Missa foi colocado sobre o Santo Altar e viram que no lugar dele havia um menino. Somente os três monges tiveram essa visão; quando o sacerdote estava para partir o pão, eis que desceu do céu um anjo do Senhor com uma espada e sacrificou o menino e versou o seu sangue no cálice e quando o sacerdote partiu o pão em pequenos pedacos, o anjo fez o mesmo com a criança.
No momento em que eles se aproximaram para receber os santos dons, o monge incrédulo recebeu carne ensagüentada. Diante daquela visão, ele aterrorizado gritou: “Creio, ó Senhor, que o pão é o teu Corpo e o Cálice o teu Sangue!” Imediatamente a carne que estava nas suas mãos tomou as aparências do pão, conforme o Mistério e ele comungou dando graças a Deus.”

Obs:
As descrições dos Milagres Eucaristicos aqui apresentados foram retirados do site: http://www.therealpresence.org/index.html